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03 de Julho de 2018, Terça-feira

 

Para celebrar essa importante data, foi lançada a Cartilha do Cooperativismo. O material é um convite para que você possa conhecer melhor o nosso modelo de negócio, e incorporar os seus princípios no seu dia a dia. 

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Tags: cooperativismo  
Publicado as 10:49 por Comunicação  |  Comentários [0] .
30 de Junho de 2017, Sexta-feira

 

Tags: cooperativismo  
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12 de Setembro de 2016, Segunda-feira

 

Cooperativismo - Oficina da Ética

Por Leda Dutra
 

É no bojo de uma desagregada sociedade, onde prevalecem a demagogia política, a hipocrisia moral, além da decadência da riqueza intelectual a favor da riqueza material, que grandiosos homens, fecundados de amor pela espécie humana, gestam no ventre de suas almas, o feto das reflexões sobre as relações entre a felicidade individual e o bem comum, para garantia de uma sociedade justa e solidária.

Com o ventre dilatado pelo calor das aspirações, estas almas-mães, em contrações progressivas, trazem à luz do mundo o filho concebido no leito argumentativo da teoria das ideias.
Para se sacralizar na pia batismal como Ethos (Ética, seu correlato em português), foi despido de sua antiga roupagem dogmática e informal, e seu corpo doutrinário foi coberto com a túnica do arcabouço teórico, ornado com as matizes da razão, justiça e integridade espiritual. 

Estamos nos anos 400 aC, na Grécia - berço da civilização cultural e intelectual da civilização - e os grandiosos homens, nada mais são que Sócrates, Platão e Aristóteles, propondo as bases universais da carta Magna dos valores éticos e morais.

Já os meados do sec. XVIII se descortinam com um cenário desolador: um mundo com as cicatrizes e misérias dos impactos gerados pela revolução industrial. Um povo desesperançado e exaurido pelos esforços para se adequar ao novo modelo de desempenho para uma produção mecanizada,  se vê refém de um sistema corrompido pelo individualismo, pela ambição político-econômica que hierarquiza a sociedade, tendo no mais alto patamar os fortes senhores do capital e no patamar inferior os fracos proletários, operários desqualificados pela maquinização da produção e utilização de sua mão-de-obra, em uma relação puramente utilitária.

A submissão a míseros salários para uma jornada de trabalho de até 16 hs. diárias, sem segurança e quaisquer outros benefícios, gera um espontâneo  embrutecimento social, que se legitima ainda mais  com o abuso, sem compaixão, da mão-de-obra infantil e feminina.

Num ato de amor à espécie humana, grandiosos homens com mãos de semeadores, lavram suas áridas terras, umedecendo-as com o suor da força e coragem de sonhar com a emancipação da classe trabalhadora-produtora e conquistar a garantia de uma sociedade justa e solidária.

Nestas terras, assim lavradas, os grãos da reconciliação entre capital e trabalho ali semeados e fecundados de pragmatismo e sensibilidade, irrompem como frondosa árvore da cooperação.

Esta frondosa árvore da cooperação, para se formalizar organizacionalmente e cumprir sua missão de reaver o orgulho e o auto-respeito da classe trabalhadora, se nutriu dos adubos do conhecimento especulativo racional: a teoria, e dos princípios e regras básicas para reger este processo organizacional: a doutrina;

Todo este aparato sistematizado, foi nominado de Cooperativismo com o objetivo de promover a ajuda mútua, o esforço próprio, a responsabilidade, a democracia, a igualdade, a equidade e a solidariedade, através de um empreendimento de propriedade coletiva, sem fins lucrativos, mas com acuidade no trato dos interesses econômicos de seus participantes. E mais, esta estrutura corporativa nasce permeada de neutralidade religiosa e isenta dos preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Estamos no ano de 1844 dC - 21-12 - no bairro de Rochdale-Manchester Inglaterra - oficina do mundo e matriz do Cooperativismo - e os grandiosos homens, nada mais são que 28 tecelões - dentre eles uma mulher - propondo as bases universais da cooperação através do cooperativismo.

A abordagem deste pequeno ensaio, se iniciou nos anos 400 aC, na Grécia, passando a seguir pela Inglaterra em meados do sec. XVIII, e no momento histórico atual, séc. XXI, 2010 dC e quase 3000 anos depois do período Socrático, vivemos em um contexto pós-moderno.

Esta pós-modernidade introduz novas concepções sócio-política-econômicas no mundo.

Primeiramente, as fronteiras que separam os continentes e países passaram, geograficamente falando, a serem meras referências simbólicas; é que existe um novo espaço de interação econômica, científica, social ... que é o espaço cibernético: uma rede de informações com uma plasticidade e interação tão dinâmicas que uma borboleta que bate asas na China pode causar um furacão na América. É, e este fenômeno que chamamos de globalização "vem submetendo a humanidade a uma subserviência a valores perversos como o tecnicismo e o cientificismo, o extremado culto ao dinheiro e ao consumo, a obsessiva competitividade...

[...] Estou convencida de que o destino da humanidade é se integrar numa unidade de facetas e possibilidades múltiplas e estabelecer, assim, uma interdependência sadia e solidária - uns suprindo as necessidades dos outros. Acredito mesmo que isto é resultado da evolução do universo, que tem um princípio natural, espontâneo e irrefreável.

O que nos conforta e nos move ao futuro, com coragem e determinação, é a certeza de que, ainda que natural, espontânea e irrefreável, a evolução da humanidade é construída pelo próprio homem. E o processo de globalização, para ser sustentável, exige homens que tenham sensibilidade para ir além dos aspectos racionais e técnicos. Homens capazes de fazer com que o processo incorpore a subjetividade, a diversidade, a solidariedade e a ética que, tanto quanto os aspectos racionais e técnicos, também são necessários e imprescindíveis". DUTRA, 2002, PG. 19; 30.

Eu não tenho dúvida e nem constrangimento de me posicionar, talvez até ingênua ou mesmo romanticamente, até por que sou sim, uma incorrigível romântica-sonhadora e estou tomada de entusiasmo, entusiasmo no sentido etimológico da palavra: estado de exaltação do espírito e de comoção profunda da sensibilidade - que impele a criar ou a agir com ardor e satisfação.

E, todo este meu entusiasmo se deflagrou após ter me iniciado nos estudos do Cooperativismo que me fizeram acreditar que não foi em vão o sonho dos Socráticos, nem dos 28 tecelões de Rochdale, nem de todos os grandiosos homens que seguiram nestes muitos anos, como artesãos de uma nova sociedade justa e solidária e ornada com as matizes da razão e da integridade espiritual. 

Cooperar para alguns teóricos é condição inata da natureza. Mas, a natureza organizacional das Cooperativas não considera a cooperação como determinismo biológico, mas sim como evolução educativa.

O certo é que hoje, as cooperativas têm o entendimento de que absolutamente podem ter gestão que não seja sistematizada e calcada nos princípios técnicos e científicos deste mundo globalizado; mas sabem também, que  a cooperação ao se formalizar, através das cooperativas, abre uma perspectiva de humanização universal; é que elas, além de produzirem bens materiais e serviços, produzem também, através da educação, a cultura, a arte e a dignidade ética.

Que o ato de amor à espécie humana, dos nossos grandiosos homens desta era pós-moderna, seja o de educar os homens para terem interiorizado o conceito de Maturana, de que "Um ser ético deverá tomar suas decisões calcadas em princípios que comunguem sua individualidade com a coletividade".

A evolução técnico-cientifica, político-social, para ser humanizada só pode ser COOPERATIVA.   

 

Referências:
ABDALLA, Maurício. O princípio da cooperação: em busca de uma nova racionalidade. São Paulo: Paulus, 2002.
BUBER, Martin. Eu e Tu - São Paulo: Centauro Editora, 1974, 5ª Edição.
DUTRA, Lêda de Souza. Organizações poéticas: relações do homem no cenário corporativo. Belo Horizonte: Memória Gráfica, 2002.
MATURANA, Humberto R.; VARELA, Francisco J. A árvore do conhecimento: as bases biológicas da compreensão humana. São Paulo: Palas Athena, 2001.
PINHO, D. B. A doutrina cooperativa nos regimes capitalista e socialista. 2. ed. São Paulo: Pioneira, 1966.
PINHO, D. B. Noções básicas de cooperativismo brasileiro. Vitória: Apostila FEA-USP, 2001.

 

Fonte da matéria: Unimed Federação Minas

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Publicado as 11:36 por Comunicação  |  Comentários [3] .
01 de Julho de 2016, Sexta-feira

 

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Publicado as 09:39 por Comunicação  |  Comentários [0] .
03 de Julho de 2015, Sexta-feira

 

 

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Publicado as 09:58 por Comunicação  |  Comentários [0] .
04 de Julho de 2014, Sexta-feira

 

 

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Publicado as 08:56 por Comunicação  |  Comentários [1] .
01 de Julho de 2011, Sexta-feira

 

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Publicado as 07:00 por Assessoria de Comunicação/MKT  |  Comentários [122] .
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